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O ESTRANHO
Não passas de um intruso nesta manhã de sol, mesmo que mil olhos abandonem os espelhos e se acerquem de teu desespero inominado.
Inóspito é o mundo a construir-se à tua volta. São anticorpos a expulsar o objeto estranho porque todos os tempos são indecifráveis.
Entregam-te o caos para que o ordenes, o circo onde duelam felicidades e tragédias, destroços de vidas para que as reconstruas.
Não há volta ou refúgios para a viagem, mas um horizonte trancado a chave. Ali interromperam a tua eternidade.
Tomado de: Poesia.net (Director Carlos Machado)
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